Quinta-feira, 22 de Maio de 2008

Douradas Pela Chuva


Não me lembro se era na "Cartilha de João de Deus" ou num dos primeiros livros da instrução primária que se lia o seguinte texto:
"A mãe dera à filhinha um belo cacho de uvas, douradas pelo sol regadas pelas chuvas".
Não me consigo lembrar se a primeira vez que li ou ouvi este texto se foi nesta forma ou se já foi pela voz do meu irmão Carlos que gostava de fazer o trocadilho e dizer: 
... regadas pelo sol e douradas pela chuva!"
Também podia ter chamado a este quadro "Cacho'Sodré"!
Era assim que o meu irmão Zé, também de tenra idade, julgava que se chamava o terminal dos comboios da linha do Estoril em Lisboa!!!
Se o Zé Faz Falta, o Carlos não fará menos!!!

Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008

...e ao 14º dia... descanso!



...e ao décimo quarto dia do primeiro dia da minha neta Francisca... descanso!
Já lá estava, no quarto aquecido, há mais de quatorze dias, esta história que ainda há-de ser contada.
Desde aquele dia, dia 18, à quatorze atrás, que quero deixar aqui esta menção. Por isso só agora descanso.
"Era uma vez um pinto..." conta a história, com glória, que o narrador queira no momento.
Os dados estão lá; a história ainda está para ser feita!


Terça-feira, 25 de Setembro de 2007

Long Time No See


Este "Robot" serviu como imagem de apresentação da minha exposição individual em Março de 2005, em Lisboa.


As minhas exposições, por norma não têm título. Acho que é redundante. A menos que haja um tema específico ou qualquer propósito específico.


Neste caso a exposição chamou-se "Bluaíz". Foi um pedido... que tivesse nome... a exposição. Aí foi a Norah Jones que me inspirou... será que ela tem olhos azuis?


Ainda acreditava nos "olhos azuis"!...

Agora são esses mesmos olhos azuis que não mo deixam ver!











Quinta-feira, 13 de Setembro de 2007

Pôr do Sol


E não é que o sol se pôs lá para o Norte?!!


Todos os dias o sol se põe, como diria o "nosso amigo banana"...


O "nosso amigo banana" era a versão bem mais ternurenta que o meu pai utilizava em vez de "Monsieur de Lapalisse".

Lembro-me até que esta expressão foi utilizada na caricatura que dele fizeram os finalistas de um dos cursos de Direito lá para os anos 50.

São imagens que não se apagam. Estas, e as de certos "pôr de sol".


Este aqui, embora se tenha ficado lá para o norte tem mais a ver com com os ocasos africanos...


Mais uma vez cito o meu pai que escreveu algures: "...tenho saudades da África que não vivi".


Foi com ele que fiz a minha primeira viagem a África, Angola, e onde pude ser contagiado pela intensa magia dos "pôr de sol" tropicais... e pelo cheiro a terra molhada... e pela largueza dos horizontes... a não perder...e a não esquecer!!!


Este, da fotografia, lá anda pelo norte...!

Segunda-feira, 3 de Setembro de 2007

Descubra-A-Diferença



Não serão sete... talvez até mais de dez!

As diferenças...

...e quanto mais se olha... mais diferenças se encontram.

E não é só neste quadro; é em tudo na vida.

O meu pai tinha colado no verso da capa dos livros que mandava encadernar um ex-libris que dizia "Só Deus sabe quem é bom".

Porque sempre considerei que esta era uma verdade Universal, para quem acredita que haja Deus e para quem ainda ache que resta alguma bondade neste mundo, desde cedo tive a ambição de ter também para mim um ex-libris...

Houve algum momento em que se tivesse mandado imprimir os meus ex-libris, diria:
"Para cada momento a sua verdade, para cada verdade o seu momento"

Como numca cheguei a uma decisão final sobre qual seria a melhor ordem das "verdades" na frase... nunca mandei encadernar nenhum livro!

Ao tempo, acreditava que tinha descoberto a essência da verdade, a verdade sobre a verdade, e que ainda ninguém mais tinha reparado nesta "mobilidade" da mesma; julgo que este conceito terá começado a despontar, em mim, por volta dos meus 15 anitos quando o meu amigo Zé Eça (de Queirós) me emprestou para ler um dos livros que mais me marcou: - 1984 de George Orwell .

Tudo isto para dizer que vai longe o tempo em que comecei a perceber que a verdade, ou aquilo que se vê e ouve, não são nunca a mesma coisa.

Um qualquer quadro, para conter alguma verdade, não pode ter sempre a mesma leitura, não pode ser sempre igual.

Tem que ser diferente consoante a hora do dia, ou da noite, ao sabor da nossa disposição, tem que depender da incidência e da intensidade da luz ou da música que o rodeia.

Por isso este quadro, em que "pequenas" diferenças foram introduzidas nas duas faces, não será igual amanhã para quem o viu hoje e será muito diferente para mim, que o vi nascer, por oposição a quem só tenha para ele olhado de relance.

Não se canse, por isso, a contar as diferenças!

Quinta-feira, 30 de Agosto de 2007

ORION



Uma Melancia Que Veio Do Espaço!?

Sim!

Lá estão as "Três Marias" ou os "Três Reis Magos" (embora eu prefira, sempre, as 3 Marias) que não deixam mentir.

É por lá que tudo passa,

pelo espaço,

pelas três Marias!

Esta, Melancia, não foi excepção.

Agora aqui está...

...com toda a luz que por ali captou.

Domingo, 26 de Agosto de 2007

Zebra em Technicolor



Porque a vida não é preto e branco!

PASSE A IMODÉSTIA

São poucos os anos que decorreram desde o primeiro dia a partir do qual nunca mais pude deixar de pintar.

Pintar, porque o sinto como uma missão, passou a ser compulsivo.

Porque não conheço nada, mas mesmo nada de semelhante com a minha pintura (e conheço alguma coisa) acho que tenho a "obrigação" de a divulgar... passe a imodéstia.

Dizia uma amiga minha, também pintora, como comentário à minha pintura que esta era muito... decorativa! - Ao que lhe contrapus que a considerava ainda mais "de curativa"... passe uma vez mais a imodéstia... mas isso será conversa para depois.

Por agora aqui estou!

Expondo o que a paciência, que não imaginava que tinha, me tem proporcionado pôr na tela.

Espero que gostem!

PAKUA

PAKUA
O eleito