
Não serão sete... talvez até mais de dez!
As diferenças...
...e quanto mais se olha... mais diferenças se encontram.
E não é só neste quadro; é em tudo na vida.
O meu pai tinha colado no verso da capa dos livros que mandava encadernar um ex-libris que dizia "Só Deus sabe quem é bom".
Porque sempre considerei que esta era uma verdade Universal, para quem acredita que haja Deus e para quem ainda ache que resta alguma bondade neste mundo, desde cedo tive a ambição de ter também para mim um ex-libris...
Houve algum momento em que se tivesse mandado imprimir os meus ex-libris, diria:
"Para cada momento a sua verdade, para cada verdade o seu momento"
Como numca cheguei a uma decisão final sobre qual seria a melhor ordem das "verdades" na frase... nunca mandei encadernar nenhum livro!
Ao tempo, acreditava que tinha descoberto a essência da verdade, a verdade sobre a verdade, e que ainda ninguém mais tinha reparado nesta "mobilidade" da mesma; julgo que este conceito terá começado a despontar, em mim, por volta dos meus 15 anitos quando o meu amigo Zé Eça (de Queirós) me emprestou para ler um dos livros que mais me marcou: - 1984 de George Orwell .
Tudo isto para dizer que vai longe o tempo em que comecei a perceber que a verdade, ou aquilo que se vê e ouve, não são nunca a mesma coisa.
Um qualquer quadro, para conter alguma verdade, não pode ter sempre a mesma leitura, não pode ser sempre igual.
Tem que ser diferente consoante a hora do dia, ou da noite, ao sabor da nossa disposição, tem que depender da incidência e da intensidade da luz ou da música que o rodeia.
Por isso este quadro, em que "pequenas" diferenças foram introduzidas nas duas faces, não será igual amanhã para quem o viu hoje e será muito diferente para mim, que o vi nascer, por oposição a quem só tenha para ele olhado de relance.
Não se canse, por isso, a contar as diferenças!
As diferenças...
...e quanto mais se olha... mais diferenças se encontram.
E não é só neste quadro; é em tudo na vida.
O meu pai tinha colado no verso da capa dos livros que mandava encadernar um ex-libris que dizia "Só Deus sabe quem é bom".
Porque sempre considerei que esta era uma verdade Universal, para quem acredita que haja Deus e para quem ainda ache que resta alguma bondade neste mundo, desde cedo tive a ambição de ter também para mim um ex-libris...
Houve algum momento em que se tivesse mandado imprimir os meus ex-libris, diria:
"Para cada momento a sua verdade, para cada verdade o seu momento"
Como numca cheguei a uma decisão final sobre qual seria a melhor ordem das "verdades" na frase... nunca mandei encadernar nenhum livro!
Ao tempo, acreditava que tinha descoberto a essência da verdade, a verdade sobre a verdade, e que ainda ninguém mais tinha reparado nesta "mobilidade" da mesma; julgo que este conceito terá começado a despontar, em mim, por volta dos meus 15 anitos quando o meu amigo Zé Eça (de Queirós) me emprestou para ler um dos livros que mais me marcou: - 1984 de George Orwell .
Tudo isto para dizer que vai longe o tempo em que comecei a perceber que a verdade, ou aquilo que se vê e ouve, não são nunca a mesma coisa.
Um qualquer quadro, para conter alguma verdade, não pode ter sempre a mesma leitura, não pode ser sempre igual.
Tem que ser diferente consoante a hora do dia, ou da noite, ao sabor da nossa disposição, tem que depender da incidência e da intensidade da luz ou da música que o rodeia.
Por isso este quadro, em que "pequenas" diferenças foram introduzidas nas duas faces, não será igual amanhã para quem o viu hoje e será muito diferente para mim, que o vi nascer, por oposição a quem só tenha para ele olhado de relance.
Não se canse, por isso, a contar as diferenças!
1 comentários:
Mesmo não fazendo parte de sua reduzida e selecionada roda de endereços de email(para tristeza minha...não recebi notícia alguma)não posso deixar de agradecer por este presente. Ver sua obra publicada e comentada, é verdadeiramente, um presente! Três vivas ao Eleito! Você é um grande talento!
Beijinhos
Nikita
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